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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Relatório da Anbima sobre taxas de administração está disponível

O melhor jeito de pagar suas compras

Hoje em dia qualquer investidor tem acesso fácil ao valor da taxa de administração cobrada nos fundos de investimento. Essa é uma informação muito importante na hora de tomar uma decisão e aplicar o seu dinheiro em um determinado fundo. Isoladamente, a taxa de administração não pode ser considerada um fator decisivo para escolher uma aplicação. Outros fatores, como a composição da carteira do fundo, a segurança dos títulos da carteira, o histórico de rentabilidade e a qualificação do gestor e do administrador formam o conjunto de dados necessários para avaliar e comparar. Mas é importante, sem dúvida, afinal esse custo pode comprometer a rentabilidade.

Mensalmente, a Anbima divulga um relatório que traz as médias das taxas para as categorias Curto Prazo, Referenciado DI, Renda Fixa, Multimercados, Cambial e Ações. O levantamento apresenta ainda as médias das taxas de administração dos fundos de Renda Fixa, Referenciado DI, Multimercados e Ações, considerando apenas os fundos comercializados no varejo. Com isso, você pode saber se o administrador do seu fundo cobra uma taxa que está dentro do que é praticado no mercado.

O segmento Varejo exclui os produtos negociados nos segmentos de alta renda – que, em geral, têm taxas mais reduzidas. Por isso, é o mais indicado para o pequeno investidor usar como referência. O relatório da Anbima mostra que os Fundos Referenciados DI cobravam em julho uma taxa de administração média de 1,41%. Os fundos de Renda Fixa tinham taxa média de 1,14%. Nos Multimercados e Ações, os valores foram de 1,87% e 2,23%, respectivamente.

Para pesquisar a taxa de administração dos fundos, você também pode usar a ferramenta Escolha o seu Fundo, que tem o objetivo de auxiliar o investidor na escolha da aplicação. Através dela você pode buscar fundos e também fazer comparações de desempenho. Com a ferramenta é possível, por exemplo, encontrar os Fundos DI que cobraram taxa de administração de 1%, ou seja, abaixo da média do mercado. Para isso, basta colocar a taxa e o tipo de fundo como critérios da pesquisa. Para qualificar mais a pesquisa de acordo com o seu perfil, você pode ainda definir o valor da aplicação inicial. Experimente!

Edição 69 - 20/9/2010 – Site: Comoinvestir

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Dia das Crianças: oportunidade para cuidar da educação financeira dos pequenos

O melhor jeito de pagar suas compras

A oferta é grande e a publicidade é gigante. Considerada a segunda melhor data de vendas para o comércio, o dia 12 de outubro chega com um apelo irresistível para os pequenos e suas famílias. Brinquedos, games, bicicletas, aparelhos eletrônicos, telefones celulares, bonecas super hypadas. Há uma infinidade de itens que encantam as crianças e tornam difícil deixar a data passar em branco. Mas como fazer uma comemoração consciente e ainda aproveitar para ensinar noções de educação financeira a este público?

Quem dá as dicas é Lavínia Martins, certificada CFP® e sócia da Finplan. A consultora acredita que os pais devem estabelecer limites de gastos com o presente do Dia das Crianças e ainda um “valor” para a data, em acordo com os filhos. Por exemplo: se o aniversário é a data mais importante, então o Dia das Crianças tem um peso menor. Se eles têm essa informação, não há tanta frustração por não ganhar o presente escolhido.

Diante disso, deve-se determinar quanto vai gastar com os presentes dos filhos e expor a eles a limitação do orçamento doméstico, de forma que a criança aprecie o que ganha e veja o impacto do presente nas finanças da família. “A data pode ser usada como forma de educação financeira das crianças”, diz Lavínia.
Resolvida essa parte, é importante partir para pesquisas de preço. Muitas lojas expõem suas ofertas na internet e alguns institutos especializados aproveitam a data para fazer levantamentos de preços. Comprar à vista é sempre melhor que a prazo, mas, se não for possível, a dica é buscar financiamentos sem juros. “Pensar no presente com antecedência também evita a compra por impulso, que acaba gerando dívidas”, acrescenta a consultora.

Outro aspecto interessante apontado por Lavínia é demarcar o Dia das Crianças como o início de uma forma de poupança para aquela criança. Se o pai abrir uma poupança com R$ 100 para a criança de 10 anos e, mensalmente, depositar este mesmo valor durante a próxima década, considerando um rendimento de 0,5%, o futuro jovem terá uma reserva de R$ 46.535 para dar entrada em um apartamento, custear os estudos na universidade ou comprar um bem de valor maior.

Caso o valor seja alto, pode começar com R$ 50. Depositando esse valor todo mês, o seu filho terá aproximadamente R$ 23 mil quando completar 20 anos (considerando 0,5% de juros mensais). É um bom caixa para ingressar na vida adulta.
Lavínia ressalta que, independente do valor a ser depositado, o importante é manter a disciplina de, todo mês, colocar algum dinheiro e incentivar a criança/jovem a poupar. “Se você abre uma poupança para o filho com R$ 100 e depois se esquece disso, em dez anos este valor será de R$ 331, o que é pouco atrativo, além de se perder a oportunidade de mostrar a disciplina de poupar”, afirma. Pense nessa possibilidade antes de sair eufórico às compras do Dia das Crianças.

Edição 69 - 20/9/2010 – Site: Comoinvestir

    segunda-feira, 9 de agosto de 2010

    Ao tomar um empréstimo, não olhe só para os juros

    A única forma de saber se um financiamento é mais barato que outro é comparando o Custo Efetivo Total (CET); saiba como fazer isso

    Gabriela Ruic, de EXAME.com

    Comparar a CET entre financiamentos poderá indicar, efetivamente, qual é o mais barato

    Comparar a CET entre financiamentos poderá indicar, efetivamente, qual é o mais barato

    São Paulo - Muita gente não sabe, mas ao contratar um empréstimo no banco o consumidor pode pagar muitas outras taxas além dos juros. Para que o cliente bancário tenha uma informação mais precisa e possa comparar as despesas que terá ao tomar empréstimos em diferentes bancos, o Banco Central criou o chamado Custo Efetivo Total (CET) do crédito.
    A CET mostra ao consumidor todos os encargos financeiros embutidos em financiamentos ou empréstimos, ampliando o conhecimento da população sobre todas as taxas e despesas envolvidas em operações de crédito. Seu objetivo é facilitar a vida da população, informando, de maneira clara e objetiva, qual será o preço real das parcelas envolvidas na aquisição de uma linha de crédito. "Todo e qualquer custo para o consumidor, além do valor real do bem, faz parte da composição da CET", explica a economista da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Héssia Costilla.
    Desde março de 2008, a legislação brasileira obriga que todas as instituições, bancos ou financeiras do setor de crédito formal informem o consumidor sobre o valor da CET. Fazem parte do pacote taxas como juros, despesas com tarifas de abertura de crédito, seguro contra inadimplência, impostos e outros encargos cobrados do cliente pela instituição financeira credora, assim como custos administrativos de contrato, por exemplo.
    Seu valor é definido pela instituição credora e, portanto, varia de acordo com o estabelecimento no qual o consumidor irá adquirir um bem ou negociar crédito. É a variação do percentual da CET que torna seu uso imprescindível na hora de adquirir um empréstimo no banco, por exemplo.

    CET ou Taxa de Juros?
    Para avaliar melhor qual o preço final do crédito que alguém queira contratar, o consumidor deve procurar o valor da CET. Como cada instituição é responsável pela fixação desta taxa, que deve ser anual, a concorrência que se cria entre os credores, seja pelas melhores ofertas ou número de clientes, pode influenciar de maneira significativa o preço final de um produto.
    "Deve-se atentar em pedir sempre pela taxa anual. Senão corre-se o risco de ser informado o valor da taxa nominal, que é a taxa pura de juros, sem os outros acréscimos", alerta João Baptista Sundfeld, economista e consultor de finanças.
    Para entender como o percentual da CET pode impactar o valor final de um imóvel, por exemplo, a Sagace consultoria de financiamento imobiliário, a pedido de Exame.com, simulou o parcelamento de um apartamento, avaliado em 500 mil reais, utilizando a mesma taxa de juros e condições de pagamento, em dois bancos diferentes.
    Partindo da lógica do senso comum e considerando formas de pagamento iguais, tanto em um banco quanto em outro, um consumidor desavisado pode errar, e feio, se atentar apenas para o valor da taxa de juros. No caso desta simulação, o fato de os juros serem iguais, pode fazer com que o consumidor acredite que, independente da instituição bancária, o valor final da operação será o mesmo.
    Um equívoco que pode custá-lo quase 10 mil reais, de acordo com os cálculos da Sagace. Os juros podem ser as mesmos, entretanto, os custos administrativos e outras taxas contratuais que compõem o custo efetivo total variam. Nesta situação, por exemplo, a diferença entre a CET foi de apenas 0,33%, o que resultou em uma diferença de exatos R$9.873,29 no valor final do imóvel. Tudo isso por conta de valores de seguros e taxas administrativas gerais que, naturalmente, eram diferentes entre os bancos analisados.

    Como usar a CET?
    Quanto menor o valor do custo efetivo total, menor o valor final a ser pago pelo consumidor. Portanto, é essencial pesquisar e depois comparar os percentuais. Na ocasião de um empréstimo bancário, por exemplo, o consumidor deve comparar os diferentes valores da CET que lhe serão oferecidos.
    "A taxa efetiva é um procedimento, uma prática a ser seguida por todas as financeiras ou bancos, para que os consumidores tomem decisões bem embasadas", esclarece André Massaro, especialista em finanças do MoneyFit. Assim, o consumidor  poderá analisar, objetivamente, qual o valor final do empréstimo, além de ter subsídios suficientes para comparar os preços em outras instituições.
    Por fim, ao utilizar a CET, o consumidor poderá escolher qual a linha de crédito que melhor cabe no seu orçamento. Mas é importante que se atente a todos os outros custos administrativos embutidos e que possam não constar no descritivo da taxa de custo efetivo total.
    Poucos consumidores sabem fazer cálculos de juros compostos. Vale lembrar, portanto, que a obrigação em prestar a informação sobre a CET é da loja - e não do cliente. "A taxa é obrigatória, por lei, a vir descrita no contrato, e o valor deve ser informado ao consumidor antes da conclusão do negócio", aconselha Héssia.

    sábado, 24 de julho de 2010

    Quanto custam os filhos?

    O consultor financeiro Mauro Calil ensina como os pais podem se planejar financeiramente para lidar com os gastos que se arrastam por um bom tempo

    EXAME.com 19/07/2010

    Filhos: despesas começam antes do nascimento e perduram por longos anos

    Exames pré-natais, parto, vacinas, fraldas e roupas. Embora não sejam baratos, os gastos com os recém-nascidos são apenas um prenúncio do que vem pela frente. Filhos custam dinheiro - e muito. No Brasil, se a família for da classe média alta o valor da empreitada pode chegar a 1,6 milhão de reais, conforme aponta pesquisa do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), realizada em 2008. O levantamento levou em consideração o gasto de 320 famílias brasileiras com os rebentos, desde a infância até os 23 anos.

    As classes B e C não ficam atrás e desembolsam respectivamente 883 mil e 407 mil reais até os filhos terminarem os estudos. Para quem já tem ou planeja ter filhos, o consultor financeiro Mauro Calil ensina como se preparar financeiramente para arcar com a criação dos herdeiros.

    Confira no vídeo >>

    domingo, 18 de julho de 2010

    Dez coisas que um universitário deve saber sobre dinheiro

    Também conhecida como "senhora da realidade", a professora de finanças da Stanford Mary Morrison repassa os conselhos que dá aos alunos que estão se formando

    EXAME.com 13/07/2010 | 10:46

    Em sua experiência como professora de finanças pessoais há 12 anos na universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Mary Morrison já viu de tudo: desde a jovem estudante que pensava que “férias remuneradas” significavam viagem e lazer por conta do patrão ao aluno que sumariamente desconhecia a cobrança de encargos como conta de água. A professora presenciou inclusive a tentativa de uma estudante denunciar o governo à polícia, por considerar que parte do seu salário era retido sem qualquer compromisso de devolução.

    Diante dessa bagagem, alguns alunos sugeriram que Mary, também conhecida como "senhora da realidade", escrevesse um livro detalhando todos os cuidados financeiros que um estudante deveria ter assim que saísse da faculdade. Embora não tenha seguido à risca esse conselho, Morrison dividiu com o site da "Forbes" as dicas que considera mais importantes para aqueles que estão prestes a entrar no mercado.

    "Algumas pessoas chegam aqui sem saber absolutamente nada", ela diz. "E eu realmente temo por elas - e suas atitudes estúpidas". Como se vê, os 200 estudantes com os quais Mary Morrisson lida todos os anos recebem doses cavalares de amor e honestidade. Experiência descrita por eles como engraçada e aterrorizante ao mesmo tempo.

    Conheça a lista elaborada pela professora da Stanford com todas as coisas que um aluno deve saber sobre dinheiro antes de abandonar o mundo universitário:

    1. Não tome decisões de carreira baseado em quantias

    Pense na figura como um todo. "Um salário de X dólares em Nova York, não é o mesmo que a mesma quantia em Kansas. Você deve avaliar o que busca além de realização profissional e quais são as vantagens dessas decisões", diz Mary Morrison. Saiba a diferença entre os benefícios práticos e aqueles que parecem irresistíveis antes de aceitar uma oferta de trabalho. "Você pode achar que é bacana ter a liberdade de atirar um Frisbee no corredor do seu trabalho, mas o que é isso comparado com a possibilidade de cobertura médica e dentária?", ela pergunta.

    2. Saiba quanto você deverá ter para começar a vida

    Em muitas situações, o aluguel de um apartamento irá demandar depósito prévio. Também é provável que você precise de um serviços de transporte caso esteja mudando de cidade. Vale lembrar, no entanto, que será necessário esperar quatro semanas até colocar as mãos no primeiro salário. "Você deve estar ciente do que vai precisar para viver antes disso", afirma Morrison. "Até porque não são muitos os pais que podem dar aos seus filhos um cheque de 3.000 dólares para cobrir essas despesas."

    3. Conheça o seu salário líquido – ele não é tão alto quanto você pensa

    Apure as informações que deverão ser prestadas na declaração de renda. A partir daí, será possível saber a quantidade de imposto deduzido do seu pagamento. Não comprometa seu orçamento sem saber quais são os seus limites e gastos reais. "Salário e dinheiro na mão definitivamente não são a mesma coisa", afirma Morrison. "Você e o vizinho casado da porta ao lado, pai de três crianças, não terão orçamento semelhante para uma mesma remuneração", completa.

    4. Seja realista com suas despesas

    "Depois da faculdade, a vida não é uma grande festa, com comida compartilhada com seu companheiro de quarto à qualquer hora da noite", sustenta a professora. Devem ser consideradas as despesas com transporte, medicamentos, comida, entretenimento e possíveis incidentes. Planeje tudo. De fato, Morrison costuma fazer compras de 50 dólares no supermercado e levar os itens para a sala de aula para mostrar aos alunos que pretendem gastar essa quantia semanalmente com comida o que o dinheiro realmente pode comprar. "Você não vai viver só de arroz e feijão. Eventualmente irá a uma lanchonete ou comprará um café", diz. Não é preciso se privar do que gosta. Basta ser realista. "Eu não me importo que você opte por se alimentar com ração de cachorro", afirma a professora. "Apenas saiba o quanto isso custa."

    5. Entenda o fluxo de caixa

    Saiba não apenas exatamente o quanto você receberá, mas precisamente quando. Mais importante do que isso, quando suas contas irão chegar.

    6. Mantenha uma conta de emergência

    Imprevistos acontecem e você raramente será uma exceção. "Você ficará doente. Você ficará machucado. Em suma, a vida será o que ela é para todo mundo", diz Morrison. Esteja preparado - emocional e financeiramente - para essa realidade.

    7. Use sempre o cartão de débito, não o de crédito

    Esta deve ser uma regra inflexível.

    8. Faça um seguro de aluguel

    Quando você estiver no imóvel, fique atento às opções de seguro oferecidas pelo proprietário. Nunca confie em acordos firmados informalmente. Se proteja financeiramente de um “colega que pode fugir para Porto Rico”, como Morrison alerta, com um seguro ou depósito legal.

    9. Comece imediatamente a pensar na aposentadoria

    "Até quando sua contribuição é devagar e modesta, ela fará uma grande diferença lá na frente", afirma a professora. Você pode até sentir falta dos 50 dólares que poupar mensalmente, mas esse montante irá crescer progressivamente e pode inclusive salvá-lo de um momento de pânico mais tarde.

    10. Não tenha medo de investir

    "Eu digo aos meus alunos que poupanças são um investimento de risco, porque você está apostando que não haverá inflação", afirma Morrisson. Tenha outras aplicações em vista. E diversifique, diversifique e diversifique.

    segunda-feira, 12 de julho de 2010

    Orçamento Mensal Pessoal

    Modelo de Excel para calcular gastos mensais

    Detalhado e funcional, o Orçamento Mensal Pessoal vai além do simples registro das receitas e despesas mensais. Ele inclui também colunas para estimativa de gastos, despesas efetivas e um balanço entre os valores projetados e realizados para cada item da lista.
    A planilha também totaliza os gastos mensais reais e projetados e estampa a diferença entre eles. O recurso de formatação condicional gráfica do Excel 2007 foi adotado no modelo para facilitar a visualização do desempenho financeiro.

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