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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Gestão & Carreira – Seleção por Competências

* reprodução de texto que achamos interessante, com devido crédito.

Por Paulo Pedrosa, Jornal do Comércio

Durante a semana, recebi vários pedidos de informações sobre seleção por competências. Resolvi então relatar um pouco sobre esse assunto tão atual no processo de recrutamento e seleção.


Para o termo competência, podemos traduzir como um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que afetam a maior parte de um profissional, que se relaciona com o seu desempenho no trabalho. A seleção de pessoal é uma missão muito importante para identificar os talentos na organização.


A seleção por competências é uma metodologia utilizada para melhorar e quantificar as competências na seleção de talentos por parte dos gestores. A seleção por competência é uma ferramenta que tem como fornecer aos gestores de Recursos Humanos o mapeamento do perfil de competências. A partir dessa metodologia deve ser elaborado o perfil através de indicadores de competência. Uma grande vantagem desse tipo de metodologia é a observação de comportamentos específicos, com foco e objetividade gerando resultados efetivos, já que na seleção tradicional observamos as questões subjetivas.

As competências comportamentais estão relacionadas aos comportamentos compatíveis com as atribuições do cargo e as atitudes. As competências técnicas, referem-se às funções específicas, habilidades técnicas e conhecimentos.


Entrevista comportamental

O primeiro passo é a triagem de currículos de acordo com o perfil da vaga, em seguida uma análise profunda dos currículos selecionados. No decorrer da entrevista é quando deve ser verificado junto ao candidato as informações baseadas no perfil de competências. Posteriormente, é preciso identificar os comportamentos que traduzam as competências para o cargo selecionado. Podemos, inclusive, pontuar as competências e atributos.


A entrevista comportamental permite ao entrevistador juntar informações sobre as habilidades críticas que asseguram que o candidato possui as competências e atributos investigadas através de perguntas específicas, utilizadas no processo de entrevista comportamental.


A entrevista comportamental com foco em competência não é só para confirmar dados do currículo do candidato, mas também para identificar talentos que se encaixam ao perfil da vaga, que possam gerar resultados para o crescimento da organização.


As competências estão presentes e são necessárias nas organizações, e assim fazem parte do processo de seleção.


Grande parte dos candidatos já vai para as entrevistas com respostas prontas e quando encontra um profissional de seleção que se utiliza de perguntas comportamentais com foco em competências, muda toda a dinâmica da entrevista. Este profissional tem oportunidades muito maiores de conhecer mais profundamente o comportamento do candidato, fazendo perguntas abertas específicas, com verbos de ação no passado, isto é, investigando comportamentos passados em situações específicas da função, perguntas comportamentais que o ajudarão a investigar a presença ou ausência de competências específicas do perfil por competência no comportamento do candidato.


Elaboração do perfil por competência

Para a elaboração do perfil por competência é preciso um levantamento de alguns aspectos, por exemplo: cultura de empresa, cultura da equipe, perfil do líder, descrição do cargo e atribuições, principais dificuldades para a posição, características do cargo e as dificuldades do cargo,área física e equipamentos a serem utilizados, e completando com o perfil da vaga, responsabilidades, salário, benefícios, local de trabalho, horários, valores pessoais do candidato, perfil do líder direto, conhecimentos, entre outros aspectos.


Paulo Pedrosa é consultor de Recursos Humanos e Outplacement, headhunter e diretor executivo do Grupo Catho Amazonas. ppedrosa@cathoamazonas.com.br

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Excesso de motivação pode prejudicar o profissional

Por: Karla Santana Mamona 02/07/10 – 14h07 InfoMoney

SÃO PAULO – É comum ouvir que profissionais desmotivados não produzem bem, não são proativos, além de serem considerados desanimados. Mas, assim como a falta de motivação, o excesso também pode atrapalhar a carreira.

A consultora de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Rachel de Carvalho Vieira, explica que o profissional muito motivado tende a se considerar super valorizado na empresa, o que é prejudicial tanto para a pessoa, como para o empregador.

Ao se considerar muito importante, o profissional pode esnobar a empresa, acreditando que há empregos melhores, ou até mesmo crer que seus conhecimentos profissionais podem ser muito reconhecidos pelo mercado de trabalho.

Além disso, ela acrescenta que esse profissional pode seguir dois diferentes caminhos. “Ou as pessoas atropelam o andamento natural dos ciclos da carreira, assumindo cada vez mais atividades sem dar conta, gerando má qualidade do trabalho, ou elas entram na chamada zona de conforto”, afirma.

Comparação com o futebol
Essa situação não é uma exclusividade do mundo corporativo. Nos campos de futebol, o excesso de motivação pode interferir no resultado do jogo.

“Sempre que o Brasil entra em campo, a torcida espera um espetáculo. Ganhar, para o torcedor brasileiro, não basta. Ele espera pedalada, gols de placa e vencer de goleada”, afirma o professor de Educação Física da UnB (Universidade de Brasília), Alcir Sanches.

Ele acrescenta ainda que as pressões da torcida e até das outras equipes, da imprensa e o próprio favoritismo do Brasil geram um estresse descomunal nos jogadores e em toda a comissão.

“Nós temos a cultura de não aceitar uma medalha de prata. Como se ficar em segundo lugar não fosse um mérito. Temos sempre que estar no topo. É uma pressão muito grande e exige preparação dos jogadores para estarem entregues na partida”, acrescenta a professora de Educação Física da UnB, Rossana Benck.

Estresse
Outro fator comum entre os jogadores e os profissionais é o estresse. Uma pesquisa realizada por Sanches aponta que esse sentimento pode ser relacionado com a derrota.

O professor analisou reações de 472 jogadores de futebol do Distrito Federal e uma das conclusões é que o estresse pode ser decisivo no rendimento esportivo. Jogar machucado, em uma posição improvisada e com um grupo desunido foram algumas das situações apontadas como as principais causas de estresse entre os atletas.

domingo, 13 de junho de 2010

As 10 atitudes do comprometimento

Você se lembra quando ser funcionário do Banco do Brasil era um “empregão” ? Pois é, agora não é mais. Hoje o mercado não proporciona somente empregos, mas sim empregabilidade, um termo recente que surgiu à partir da exigência do mercado pela busca cada vez  maior de pessoas competentes e atualizadas em  um mundo em constante mudança e transformação.
Quanto mais adaptado o profissional, maior sua empregabilidade.
O comprometimento é uma das chaves para a manutenção de sua empregabilidade. Conheça agora dez atitudes  do que fazem as pessoas realmente comprometidas, estabelecidas à partir de pesquisas realizadas pela Antrohopos Consulting e minhas devidas considerações:
1.      Sempre se colocam no  lugar dos outros: Praticar o que chamamos de escuta ativa. Entrar no marco de referência da outra pessoa e verdadeiramente sentir suas intenções.
2.      Fazem tudo com atenção aos detalhes:O inimigo do ótimo é o bom. A Excelência está nas minúcias dos serviços e produtos.
3.      Terminam o que começam:Muitas vezes temos iniciativas, mas não acabativas (neologismo que simboliza “o agir“, “o fazer“ e “o executar”).
4.      Cumprem tarefas e trazem soluções, ao invés de problemas:Você é pago para obter resultados e soluções.
5.      Demonstram interesse e vontade de aprender:Desenvolver novas competências e habilidades. Competência é saber fazer e habilidade relaciona-se com sua execução, ou seja, sua prática.
6.      Seguem à risca prazos e horários:Ter disciplina na organização para cumprir o que se promete.
7.      Não procuram culpados pelos seus próprios erros:Assumir responsabilidades pelos seus atos. Características de pessoas assertivas.
8.      Não reclamam da vida e  não falam mal das pessoas:Só chegam ao topo as pessoas proativas.
9.      Não desistem facilmente  enquanto não resolvem um problema:Atitudes persistentes permitem ter foco na resolução de problemas.
10.  Sempre estão prontas para colaborar com outras pessoas:A visão sistêmica nada mais é do que perceber o movimento integrado entre o ambiente, nossas decisões e nosso futuro. Nossas vidas são um encadeamento de atitudes.


Fonte: Adriano Ferraz Cese